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Bichon Frisé

Grupo da Raça (FCI): Cães de Companhia

País de Origem: França

Data de Origem: Século XIV

Altura: 22 - 28 cm

Porte: Miniatura

Peso: 3 - 6 kg

Tamanho do Pelo: Médio

Tipo da Pelagem: Macia, Ondulada e Fina

Expectativa de Vida: 12 a 15 anos

Cor: Branco

Características da raça

Residência

Temperamento

Convivência

Cuidados básicos

Doenças comuns

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Mais sobre Bichon Frisé

O bichon frisé, cão pertencente à família dos bichons (cães de pelo totalmente branco e de pequeno porte), é um velho conhecido do mundo dos cinófilos. Também denominado em alguns lugares como  cão de tenerife, ele chama a atenção por sua aparência fofa, pelagem volumosa e personalidade amistosa e sensível.

 

Muitas vezes confundido com o poodle, o bichon frisé possui particularidades próprias e é ágil, cheio de energia e coragem. Inicialmente criado para ser um cão de companhia, ele exerce essa mesma função até os dias de hoje, sendo uma ótima opção inclusive para quem mora em locais pequenos como apartamentos (apesar de precisar de atividades diárias específicas).

Origem

Não se sabe ao certo a origem do bichon frisé, porém se tem certeza de que ele está presente na vida dos seres humanos há muitos séculos. Possivelmente criado na região do Mediterrâneo, sabe-se que este cão alegre e de aparência doce já fez a felicidade de muitas famílias nas mais diferente partes do mundo.

 

Supostamente encontrada por marinheiros espanhóis no século XIV, a raça rapidamente se difundiu entre os nobres da Europa, especialmente espanhóis, italianos e franceses, que logo se apaixonaram pelas características deste bichon e os levaram para viver em seus lares luxuosos e cheios de conforto.

 

No ano de 1500, com as invasões que a Itália sofreu, a raça chegou à França, fazendo com que esses cães virassem os preferidos de autoridades respeitadas como o Rei Francisco I e o Rei Henrique III. Infelizmente, no século XIX, a raça foi abandonada por muitos membros do alto clero, sendo preterida por eles e adotada por pessoas de baixa renda que viram no cão um grande potencial para a realização de truques variados.

 

A partir deste ponto, ambulantes e circenses passaram a usar os cães não apenas para companhia, mas principalmente para ganharem dinheiro com as apresentações que faziam nas ruas europeias. Com as Guerras e as dificuldades a elas relacionadas, a raça foi quase extinta, mas tudo mudou quando na década de 1950 ela chegou ao continente americano.

Por que a raça foi criada?

No século XV, bichons frisé eram comumente vistos nas cortes europeias e residências de alto padrão, tendo como única função fazer companhia aos reis e suas famílias. Resultado do cruzamento entre pequenos cães de colo (como poodles e malteses) e o cão d’água francês (também chamado barbet em alguns países), há registros de que este tipo de bichon foi desenvolvido na Ilha Canária de Tenerife e, por esse motivo, também é conhecido por este nome.

 

Com o alto índice de abandono anteriormente citado, os animais passaram a viver nas ruas e, felizmente, muitos foram adotados por andarilhos, vendedores ambulantes e artistas de circo, pois aprendiam certos truques com facilidade e com isso ajudavam essas pessoas a aumentarem suas rendas. Neste momento, outras habilidades do bichon passaram a ser valorizadas e amplamente desenvolvidas, pois para estes novos donos, sua inteligência e habilidade eram mais importantes do que a aparência.

 

Entre altos e baixos, foi em 1933 que a raça recebeu um nome oficial e finalmente foi reconhecida pelos clubes de cães. Intitulada bichon à poil frisé (bichon de pelo enrolado), mais tarde ela virou apenas bichon frisé como hoje a chamamos.

 

Nos anos 50, os bichons chegaram à América e muitos creditam seu sucesso atual ao tipo de tosa adotado pelos criadores da época. O “corte” oficial da raça faz com que os cachorros lembrem um pedaço de algodão e, assim, apresentem uma aparência fofa e extremamente peluda, muitas vezes se assemelhando a um bicho de pelúcia.

Temperamento

Extrovertido, destemido, confiante e alegre, o bichon frisé costuma ter muita energia e gosta de brincar até mesmo com aqueles que não conhece. Seja com humanos ou outros animais (inclusive de diferentes espécies), os cães desta raça tendem a ser bastante receptivos, pois são educados e carinhosos.

 

Devido à sua origem, o bichon está acostumado a viver entre pessoas e interagir com elas, por isso precisa sempre de atenção humana. Ele é um cão sensível, que pode sofrer de saudade caso fique por um longo período sozinho.

 

Quando ensinado desde pequeno, o bichon comumente sabe como se portar perante as visitas, recebendo a todos de maneira afetuosa, sendo bom inclusive com crianças e podendo acompanhar o ritmo delas em brincadeiras longas, por exemplo.

 

É importante que o bichon inicie seu adestramento ainda quando filhote, pois com o passar dos anos, ele costuma adquirir certas manias difíceis de serem corrigidas mais tarde. Com seu temperamento forte e decidido, alguns donos podem enfrentar problemas caso não ensinem os comportamentos ideais para o animal logo no início da convivência com ele.

Comportamentos típicos

Quando inadequadamente adestrado, o bichon frisé pode latir bastante, especialmente quando deixado sozinho por um longo período de tempo. Cheio de energia, ele também pode destruir objetos com frequência caso se sinta entediado. Basicamente, cães desta raça precisam de contato humano e/ ou com outros animais quase que a todo tempo, pois são carentes e carinhosos.

 

Apesar de parecer um urso de pelúcia, o bichon não tende a ficar parado. Mesmo sendo um cão de companhia, ele é ativo e não costuma querer apenas colo, mas gosta principalmente de interagir e brincar com todos os que estiverem no mesmo ambiente que ele.

Treinamento e adestramento

Estando na 45ª posição do livro “A Inteligência dos Cães”, de Stanley Coren, os bichons frisé têm uma capacidade intermediária para responder às tarefas relacionadas ao trabalho e obediência, necessitando de uma atenção razoável antes que entendam realmente o que o adestrador (ou dono) está pedindo. Uma vez aprendido, é preciso apenas “repassar” os ensinamentos algumas vezes na semana para que seu intelecto seja estimulado e os truques relembrados.

Cuidados específicos

O pelo do Bichon Frisé muitas vezes atrapalha sua visão, por isso é aconselhado que se faça uma tosa específica ao redor de seus olhos que, por consequência, acentua a aparência arredondada de seu rosto e mostra com mais clareza seus olhos escuros.

 

Seu pelo necessita de um cuidado especial. Como sua pelagem é mista, é comum que os pelos embaracem e, por isso, é preciso que sua tosa esteja sempre em dia (o ideal é aparar seus pelos a cada dois meses, em média). Escovar o animal com um intervalo de dois a três dias também mantém o corte por mais tempo, retira pelos mortos e, acima de tudo, evita a ocorrência de nós – algo que pode ser doloroso para o animal.

 

Por ser um cachorro totalmente branco, é comum que seu pelo amarele em algumas regiões. Nestes casos, é preciso consultar um médico veterinário ou um esteticista animal que irá informar qual o melhor produto a ser utilizado para evitar esse tipo de manchas.

 

Apesar de ser um cão de pequeno porte, ele requer atividades físicas diárias a fim de gastar toda a sua energia acumulada e não descarregá-la de forma errada.

 

Muitos bichons precisam de adestramento especializado, principalmente pelo fato de alguns exemplares latirem bastante com a intenção de alertar seus donos sobre a chegada de alguém ou algum movimento estranho notado por eles.

 

Ao escolher um filhote de bichon frisé, pesquise sobre a ocorrência de luxação de patela nos pais do animal e no próprio filhote. Um veterinário saberá dizer se o exemplar escolhido está propenso a este tipo de enfermidade. É comum que cães desta raça apresentem problemas desta natureza no joelho, o que pode trazer consequências no futuro.

 

A ocorrência de catarata na velhice também é muito comum, principalmente por sua grande expectativa de vida, que chega a uma média de 15 anos.

 

O bichon frisé não tem muita tolerância ao frio e nem ao calor, por isso o ideal é que ele viva dentro de casa e faça passeios diários sem exagero.

Curiosidades

Sua aparência distinta, similar a um chumaço de algodão, se deve ao fato da raça possuir uma pelagem dupla, composta por pelos finos, soltos, encaracolados, sedosos e muito abundantes que se entremeiam. A boa notícia é que apesar de ter uma pelagem vasta, raramente o bichon frisé solta pelos – o que faz com que ele ganhe pontos com quem mora em apartamento.

 

Bichons frisé devem ser totalmente brancos, não sendo aceita nenhum tipo de mancha de outra cor em seu pelo. Seu rabo, muito diferente do rabo do poodle, cai sobre suas costas e apresenta um pelo bem mais liso e maior do que o resto do corpo.

 

O bichon frisé é um dos mais robustos cães de companhia. Nada frágil, ele tem um temperamento forte e está sempre pronto pra uma sessão de brincadeiras.

 

Acredita-se que o nome bichon deriva do verbo francês “bichonner”, que em tradução literal significa algo como “se arrumar”, porém também é muito usado para se referir ao “frisar dos cabelos”, ou seja, enrolar os cabelos com a intenção de deixá-los com uma aparência mais chamativa/ arrumada.

 Foto: Akaporn Bhothisuwan

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