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Boxer

Grupo da Raça (FCI): Pinscher e Schnauzer

País de Origem: Alemanha

Data de Origem: 1895

Altura: 53 - 63,5 cm

Porte: Grande

Peso: 27 a 32 kg

Tamanho do Pelo: Curto

Tipo da Pelagem: Dura, Lisa e Grossa

Expectativa de Vida: 10 a 12 anos

Cor: dourado ou tigrado

Características da raça

Residência

Temperamento

Convivência

Cuidados básicos

Doenças comuns

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Mais sobre Boxer

Dócil, amável e brincalhão, o boxer é um cachorro bastante atlético que pertence à família dos mastiffs e se adequa às mais variadas atividades e diversos estilos de vida. Resultado da cruza entre dois tipos de buldogues, ele apresenta uma musculatura extremamente forte – o que confere sua aparência não só resistente, mas principalmente elegante e diferenciada.

 

Muito fiel, o boxer se dá bem com crianças e outros animais – o que fez com que ele se adaptasse perfeitamente à vida cotidiana das famílias contemporâneas, deixando de lado a sua ocupação inicial, mas exercendo outras tarefas como também a de cão guia e cão policial.

Origem

Criado para enfrentar e lutar com touros, o boxer que conhecemos apareceu oficialmente pela primeira vez na Alemanha, entre o final do século XIX e início do século XX, mas algumas décadas antes, criadores testavam linhagens de diferentes tipos de buldogue para chegar à raça ideal.

 

Tudo começou no ano de 1850, em Munique, quando caçadores “misturaram” o extinto buldogue alemão (também conhecido mundialmente como bullenbeiiser) com o buldogue inglês com a intenção de criar um animal leve, alto e consequentemente ágil, que pudesse ter maior êxito na briga com touros e outros animais de caça, como veados e javalis selvagens.

 

Diferente do que acontece com os buldogues inglês, este novo exemplar se saía melhor nas brigas, conseguia correr com mais facilidade e seu focinho (ainda achatado, mas menos que o de seu ancestral) facilitava a mordida e o ataque. Percebendo isso, os cinófilos decidiram, então, tirar todas as características “ruins” desta nova linhagem de cães, como a musculatura muito pesada e ossos largos e robustos demais. Deu certo!

 

O resultado foi um cão similar ao que vemos hoje: porte médio, de aparência quadrada, musculoso, mas sem tendências ao ganho exagerado de peso, com pelagem tigrada, castanha ou dourada, de olhos escuros e grande inteligência. Posteriormente, apenas melhorias menores foram feitas a partir da seleção dos melhores representantes.

Por que a raça foi criada?

Como visto antes, boxers foram originalmente criados para auxiliarem caçadores em suas longas jornadas. Basicamente, a ocupação do cão era atacar a presa com sua poderosa mandíbula e imobilizá-la até que o homem chegasse ao local e, então, conseguisse abater o animal. Touros e veados eram os grandes alvos dos boxers e seus donos, porém até mesmo ursos de pequeno e médio porte eram enfrentados por esses cães tão destemidos e leais.

 

Prestativos e dispostos, durante a Segunda Guerra Mundial, os cães desta raça eram usados como mensageiros entre as tropas, levando informações de um lado para outro, e até os dias de hoje têm um papel fundamental como guias para cegos em alguns países.

 

Fáceis de adestrar e de se adaptarem a tarefas de diferentes natureza, eles normalmente se mostram confiantes, amorosos, atentos e fiéis – o que chama a atenção de muitas pessoas na escolha de um boxer. Essas características fizeram ainda que eles, por algum tempo, trabalhassem em abatedouros, controlando os gados de uma maneira parecida com o que fazem os cães pastores nas fazendas.

 

A polícia alemã também se rendeu aos encantos da raça, que foi uma das primeiras a servir às autoridades policiais nas ruas da Alemanha – exercendo essa função até os dias de hoje.

Temperamento

Sempre alerta devido às suas origens e bom faro, os boxers costumam ser guardiões por instinto e por isso comumente se destacam também como grandes cães de guarda. Inteligente e corajoso, ele sabe perceber quando existe alguma ameaça por perto e, prontamente, fica a postos para defender o seu território ou aqueles que o cercam.

 

Carentes por natureza, eles adoram o contato com humanos, especialmente com crianças (inclusive com crianças que requerem cuidados especiais). Muito paciente, o boxer comumente é visto como uma ótima “babá”, pois com sua delicadeza e sutileza, sabe como lidar até mesmo com bebês.

 

Todo boxer adora uma brincadeira! E talvez seja essa a receita para o seu sucesso nas famílias de todo o mundo. Seja com seus donos ou outros animais, eles estão sempre dispostos a correr atrás de uma bola, pular e “fazer festa”. Receber seus donos com alegria é quase que obrigatório.

Cães dessa raça têm muita energia e preferem que ela seja gasta de diferentes maneiras, seja com um longo passeio, seja correndo atrás de algo (ou alguém). Seu porte atlético permite a realização de longas caminhadas, corridas e até mesmo leves escaladas – um ponto positivo para os adeptos das atividades físicas.

Comportamentos Típicos

Provavelmente a versatilidade dos boxers é o elemento de sua personalidade que mais chama a atenção. Diferente de algumas raças que servem mais especificamente para uma determinada função, o boxer se adequa às mais variadas atividades, podendo ser ao mesmo tempo cão de guarda e de companhia, bem como um exímio cão de contenção de caça (como queriam seus idealizadores).

 

Ao mesmo tempo em que o boxer pode ser bastante intimidador ao defender seus donos quando os vê em uma situação de perigo, ele também pode ficar com bebês e crianças, convivendo em harmonia com eles. Às vezes territorialista, ele tende a se comportar desta maneira somente quando percebe que há algo verdadeiramente estranho no ambiente.

 

Com estranhos, alguns boxers tendem a ser tímidos e reservados, mas é comum que após um certo tempo de convivência – e depois que o cão tiver a certeza de que aquele indivíduo não é uma ameaça – isso mude.

 

O boxer normalmente não é um cão de um dono só, mas sim da família inteira, sendo acolhedor com todos os que são comuns ao seu convívio. Em suma, ele sabe como deve agir em diferentes situações, com diferentes pessoas, mostrando-se ameaçador quando necessário (como um típico cão de guarda) ou sendo um eterno filhote nas horas de brincadeira, lazer e diversão.

Treinamento e Adestramento

Ocupando o 48o lugar da lista do livro “A Inteligência dos Cães”, assinado por Stanley Coren, os boxers se enquadram numa posição de obediência intermediária, sendo necessárias algumas repetições até que ele assimile o comando corretamente. Estímulos e recompensas são bem vindos para a raça, que tende a responder melhor ao perceber que está fazendo a coisa certa.

Cuidados Específicos

Sua pelagem curta não requer cuidados específicos, uma boa escovada semanal para a retirada de pelos mortos já é suficiente para a manutenção. O cão também não perde muito pelo e não costuma ter nenhum tipo de odor desagradável.

 

Enérgico, ele precisa realizar atividades físicas frequentemente não apenas para gastar sua energia, mas também para fortalecer seus músculos tão especialmente desenvolvidos. Os cães da raça costumam precisar ainda de exercícios mentais que explorem sua capacidade de pensar e agir em determinadas circunstâncias. Treinamentos específicos podem ser realizados com a intenção de explorar todo o potencial da sua inteligência.

 

Problemas gástricos são comuns em boxers, bem como intolerância ao calor. Por serem cães braquicefálicos (com a cabeça mais curta/ menor do que o normal), eles têm uma maior dificuldade para respirar em dias secos e muito quentes, além de – em alguns casos – não respirarem devidamente. Por este mesmo motivo, é comum que muitos deles ronquem enquanto dormem.

 

Infelizmente, boxers costumam ter uma grande incidência de tumores benignos e/ ou malignos, por isso é preciso pesquisar um pouco a linhagem do cão antes de levar um filhote para casa. Pesquisar sobre a ocorrência de displasia dos quadris (displasia coxo-femural), doenças cardíacas e disfunções na tireóide (como o hipertireoidismo) em seus ancestrais também é uma boa opção para evitar problemas no futuro.

Curiosidades da Raça

Não se sabe ao certo a origem do nome “boxer”, porém muitos dizem que esta denominação se refere à forma como os cachorros deste tipo usam suas patas da frente durante as brincadeiras e brigas com outros cães e animais, em geral – há quem ache que o movimento realizado por eles muito se assemelha ao realizado pelos lutadores de boxe.

 

Com a ideia de obter exemplares predominantemente dourados, os primeiros criadores da raça visavam, a todo custo, extinguir (ou ao menos diminuir consideravelmente) a incidência da cor branca na pelagem destes cães. O trabalho foi tão árduo que atualmente os cachorros desta raça que apresentam pelagem totalmente branca são extremamente raros (o gene para cor branca é recessivo) e muitos dos que nascem com esta característica apresentam surdez total ou parcial.

 

O contrário também não era muito bem visto pelos primeiros criadores da raça e, por esse motivo, boxers pretos ainda não são aceitos oficialmente pelos clubes de criadores em nenhum País, porém há alguns registros de cinófilos que atualmente estão se especializando nesta cor para a raça – ao que tudo indica, a procura é boa e este quadro pode mudar a qualquer momento.

 

Cães da raça boxer não têm o costume de latir, o que faz com que alguns proprietários os escolham também para apartamentos. Apesar de serem cães de porte médio para grande, muitas pessoas defendem a ideia de que eles se adaptam facilmente aos lares menores, desde que realizem passeios diários.

 

O nome de um de seus ancestrais, bullenbeisser, significa “mordedor de touros” em alemão. A raça, apesar de extinta devido ao grande número de cruzamento entre seus exemplares originais, deixou como herança para seus sucessores essa habilidade. O “recuo” das narinas do boxer muito tem a ver com essa função, pois permite que o cachorro mantenha a caça entre seus dentes e consiga respirar ao mesmo tempo.

Foto: Bowl The Boxer

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