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Buldogue Francês

Grupo da Raça (FCI): Cães de Companhia

País de Origem: Reino Unido

Data de Origem: Século XIX

Altura: 27 - 31 cm

Porte: Pequeno

Peso: 7 - 14 cm

Tamanho do Pelo: Curto

Tipo da Pelagem: Macia, Lisa e Grossa

Expectativa de Vida: 11 a 14 anos

Cor: fulvo, tigrado, branco, branco com preto, creme

Características da raça

Residência

Temperamento

Convivência

Cuidados básicos

Doenças comuns

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Mais sobre Buldogue Francês

O buldogue francês é uma raça de porte pequeno que muito chama a atenção por seu focinho bastante achatado e orelhas arredondadas, grandes e eretas, algumas vezes lembrando a aparência de um morcego.

 

Especialmente criado para ser cão de companhia, ele vem ganhando popularidade em todo o mundo e conquistando espaço nas casas de diferentes famílias que buscam um animal calmo, que se adequa à rotina do dono com facilidade e não costuma ser destruidor (mesmo quando filhote).

Origem

Assim como seus outros primos do tipo buldogue, a versão francesa passou por uma série de cruzamentos para chegar aos exemplares que hoje conhecemos, mas muitos cinófilos dizem que estes originários da França foram os que menos sofreram tantos “experimentos”, sendo um cão mais puro do que outros buldogues, que foram bastante modificados ao longo do tempo.

 

Provavelmente, a principal mudança passada por esta raça foi na questão de suas orelhas, que antes não eram tão importantes, mas ao chegarem aos Estados Unidos foi vista como característica primordial e, consequentemente, acabou sendo mais acentuada. A partir deste ponto, a escolha de padreadores com orelhas maiores e bem marcadas foi natural, ocasionando uma seleção bastante distinta para sua evolução e popularização.

Por que a raça foi criada?

Descendente de buldogues anões (buldogues toy), era muito comum ver exemplares do buldogue francês no século XIX, quando saíram da Grã-Bretanha para a França, sendo rapidamente adotados por muitos como cães de companhia, especialmente de colo.

 

Adorado por artesãos que queriam uma versão miniatura do buldogue inglês já existente, estes novos cães ficavam deitados aos seus pés, quietos e calmos, sem interferir no entremear de tecidos.

 

Parrudo e resistente, este cão foi um dos primeiros com este tipo de aparência mais robusta e musculosa a serem introduzidos dentro dos lares europeus – uma vez que a maioria era utilizada em atividades como guarda, combate e luta com outros animais.

 

Carinhoso, vivaz e brincalhão, sua função inicial de companhia continua, até os dias de hoje, como a principal da raça, tendo havido um “boom” de buldogues franceses nos últimos anos em nosso País.

Temperamento

Afetuoso, calmo e companheiro, ele é facilmente adaptável à vida em apartamentos, precisando de pelo menos um passeio diário para não ficar entendiado e ter um momento de interação diferenciada com seres humanos. Apesar de ser um cão de pequeno porte, ele tende a ter um grau moderado de energia, late pouco e como a maioria dos cachorros, adora dar uma volta com seus donos.

 

Em casa, é comum que ele seja amistoso com todos os membros da família, sempre os recebendo com alegria e muitas vezes pedindo colo e carinho. Quando acostumado com as crianças desde cedo, o convívio entre eles é bastante pacífico e respeitoso.

 

Muitos buldogues deste tipo costumam seguir seus donos por onde eles vão. Sempre companheiros, eles não perdem sequer uma oportunidade de ganhar uma guloseima ou um gesto de carinho daqueles que ama. Outro hábito normal do buldogue francês é retribuir este sentimento em forma de lambidas – o que deve ser corrigido desde cedo caso o dono deseje inibir este tipo de comportamento.

 

Diferente de raças muito ativas, como o golden retriever, por exemplo, esta raça não possui um instinto destruidor. Quando filhote, isto pode ocorrer apenas quando o animal se sente entediado ou não possui seus próprios brinquedos, mas quando adulto, as chances de haverem ocorrências como esta são verdadeiramente muito pequenas, senão nulas.

Comportamentos típicos

Alguns cães da raça podem ser um pouco dominantes em relação a outros cães do mesmo sexo e outros animais. Este tipo de comportamento mais latente em machos se deve à sua genética, que carrega características típicas dos terriers e dos “bulls” (aqueles que brigavam com touros, como os buldogues ingleses).

 

Apesar disso, quando socializados desde filhotes, eles aceitam muito bem o convívio com outros cães e outros bichos. De forma geral, também se dão bem com visitas e estranhos, frequentemente pedindo carinho a eles e até os convidando para uma sessão de brincadeiras.

 

Agressividade não é algo comum à raça. Quando se sentem desconfortáveis ou intimidados, eles têm a tendência a se reservarem em um canto da casa no qual se sintam bem e seguros até que tudo volte ao normal. De forma geral, o buldogue francês é um cachorro discreto, que fica “na dele”, sem incomodar seus donos sempre que percebe não fazer parte de um determinado contexto.

 

No adestramento, ele responde muito melhor quando está próximo fisicamente do dono ou treinador, pois gosta deste tipo de contato e dificilmente recusa uma recompensa (algo fundamental para estimulá-lo).

Treinamento e adestramento

No livro “A Inteligência dos Cães”, escrito por Stanley Coren, o buldogue francês não ocupa uma posição de grande destaque. Estando no 58o lugar de inteligência, ele se mostra um cão de obediência razoável/ intermediária, sendo preciso um pouco de tolerância por parte dos proprietários e adestradores até que o animal entenda o que está sendo pedido a ele.

 

Muitos necessitam de um grau alto de repetições até que aprendam, de fato, o que é solicitado, então não é nada incomum que mais de 50 repetições sejam feitas até que ele responda da maneira adequada. Em suma, persistência é a palavra-chave no adestramento do buldogue francês – que deve repetir tudo o que foi ensinado com frequência (em alguns casos, mais de uma vez na semana).

 

É muito comum que o buldogue francês tenha uma personalidade similar à de seu dono, reproduzindo comportamentos e se apresentando como ele, isto é, quando possui um proprietário ativo, o cão comumente o segue nas atividades realizadas sem problemas, bem como também se acostuma a passar dias em casa, tranquilo, ao lado da família.

 

O contato constante com seres humanos é essencial para que o buldogue francês tenha uma vida feliz e longa. Carente, desde que foi criado, ele preza pela interação e pelo toque quase que constantemente, característica talvez ainda mais acentuada com o passar do tempo.

Cuidados específicos

O buldogue francês possui uma tendência natural ao ganho excessivo de peso. Nestes casos, é comum que o animal sofra também de problemas respiratórios, o que pode diminuir sua expectativa de vida (que gira em torno dos 15 anos de idade).

 

Viver fora de casa, realizar exercícios intensos ou ficar sob o sol nunca é uma boa ideia para quem tem um cão desta raça. Devido à sua aparência de cara achatada (braquicefálico), seu sistema respiratório pode ser comprometido, fazendo com que o cachorro não tenha uma boa tolerância nem ao frio e nem ao calor excessivo. A forma de sua cabeça também colabora para que eles ronquem principalmente enquanto dormem.

 

Jamais force o buldogue francês a realizar muita atividade física. Alguns problemas cardiorrespiratórios decorrentes de longos passeios ou sobrecarga de exercícios podem ser irreversíveis e até fatais.

 

Por conta do calor, é bastante comum que cães desta raça se molhem em tigelas de água ou queiram até entrar piscinas, portanto, é preciso ter cuidado. Muitos buldogues não sabem nadar, então a dica é sempre mantê-los longe de locais que não têm grade ou outro tipo de proteção.

 

Sua orelha ereta e grande pode ter problemas frequentes, como otites. Suas rugas, presentes principalmente na face, precisam de cuidados diários que envolvem a limpeza de cada uma delas com produtos especializados que devem ser indicados por um veterinário de confiança da família. A umidade local também pode acarretar mau cheiro.

 

Seu pelo curto não requer muitos cuidados, uma boa escovação semanal é suficiente. Quando for tomar banho, é preciso secar corretamente o animal, uma vez que ele possui uma tendência a dermatites, especialmente por causa das dobras que possui.

 

Caso decida procriar seu animal, converse antes com um médico veterinário. Assim como comumente acontece com o pug e o buldogue inglês, o exemplar francês possui dificuldades para cruzar e pior: é raro que os animais nasçam por parto natural, sendo quase que obrigatória a realização de cirurgias cesarianas (inclusive de emergência). Neste caso, a ordem é: planeje e não cruze seu animal por impulso.

Curiosidades

Em todo o mundo, alguns donos e criadores chamam, carinhosamente, os cachorros desta raça de “frenchie”.

 

Diferente da maioria das raças, não existe uma cor específica para seus padrões ideais, o que faz com que muitos criadores realizem “experimentos” até a atualidade a fim de obter filhotes diferentes, com colorações mescladas, sólidas ou com novos tipos de marcação (manchas). Apesar de serem encontrados, cães azuis, preto com canela ou chumbo, por exemplo, não são bem vistos pela maioria dos cinófilos, sendo motivo de desclassificação em exposições.

 

Um buldogue francês é uma das estrelas do filme “Um Parto de Viagem” (Due Date), assinado pelo estúdio Warner Bros. Na comédia, o cão se mete em muitas confusões ao lado dos personagens de Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis (de “Se Beber, Não Case”). Na trama, a cadelinha da raça faz o papel de um macho chamado Sonny, que passa quase que todo o filme no colo de Zach.

 

Foto: Kevin Zamani

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