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Dachshund

Grupo da Raça (FCI): Dachshunds

País de Origem: Alemanha

Data de Origem: Século XV

Altura: 20 - 23 cm

Porte: Miniatura, Pequeno e Médio

Peso: 7 - 14 kg

Tamanho do Pelo: Curto ou Longo

Tipo da Pelagem: Macia, Dura, Ondulada e Lisa

Expectativa de Vida: 12 a 15 anos

Cor: Preto, marrom, avermelhado, manchado, e várias outras.

Características da raça

Residência

Temperamento

Convivência

Cuidados básicos

Doenças comuns

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Mais sobre Dachshund

Conhecido no Brasil como salsichinha, o dachshund também pode ser chamado de teckel. Cão ativo, brincalhão e de tamanho pequeno, ele pode chegar a medir 22 cm e pesar 14 kgs, no tamanho padrão, não havendo diferença no físico entre machos e fêmeas. Ele pode apresentar, ainda, três tamanhos: standard, anão e mini; e três variações de pelo: curto, longo e duro.

 

Na FCI, Federação Cinológica Internacional, o dachshund está inserido em uma categoria só sua, por conta da sua grande variedade de pelagem e também de tamanho.

Origem

Vinda da Alemanha, que dá origem ao seu nome, já que dachshund quer dizer “cão texugo” em alemão, essa raça apareceu no século XVI, quando seus cães eram usados como escavadores, entrando na toca dos texugos e os arrastando para fora. Foi registrada, oficialmente, em 1888, na Alemanha. Caçadores natos, os dachshunds sabiam como perseguir suas presas e eram capazes de entrar em qualquer lugar para caçá-las.

 

No entanto, há historiadores que acreditam que a raça exista há mais de 5 mil anos, já que muitas estátuas presentes em tumbás de faraós do Egito mostram formatos de cachorros praticamente iguais aos dachshunds. Alguns acreditam que esses animais eram usados pelos faraós para caçar ratos dentro dos palácios.

 

Desenvolvida pelos alemães para caçarem animais pequenos e, então, levada à Inglaterra, a raça se instalou como cão da corte inglesa e se popularizou, com o tempo, em todo o mundo.

Por que a raça foi criada?

O dachshund tem suas diversas variações de pelo e tamanho porque cada uma delas conseguia caçar melhor em determinado clima e solo. O objetivo da raça sempre foi muito claro para seus criadores: ajudar na caça de animais pequenos, como coelhos e lebres, e como todas as suas formas eram fortes e resistentes, eles eram utilizados em diferentes lugares.

 

Até 1900, poucos cães dachshunds eram usados para caçar, porém, os cães modernos da raça foram desenvolvidos por alemães, que buscavam um cachorro ágil e pequeno, que pudesse entrar em lugares apertados e caçar sem problemas. Isso levou ao total de nove padrões diferentes da raça, todos exímios caçadores.

Temperamento

O dachshund não tem muitos problemas de convivência com a família. Ele é um cão curioso, que gosta de explorar o ambiente e, principalmente, cavar, tudo isso vindo do seu espírito de caçador. Costuma gostar de crianças e, nas horas das brincadeiras, por conta da sua hiperatividade, é possível que ele lata muito, o que pode ser controlado com alguns comandos e adestramento.

 

Ainda em relação ao latidos, os dachshunds costumam ser muito protetores com aqueles com quem convivem, por isso, ao estranhar alguma pessoa, eles costumam latir sem parar, como forma de proteção, e podem ser ciumentos nesse aspecto.

 

Com outros animais, é comum dachshunds não se darem bem, ao primeiro momento, com um outro pet, o que precisa da paciência dos donos. Ao optar por ter dois cachorros dessa mesma raça, é indicado ter um de cada sexo, pois, assim, a convivência costuma ser mais pacífica.

 

É comum alguns criadores citarem que a diferença dos pelos também influencia no comportamento dos dachshunds; os de pelo curto seriam mais sociáveis com pessoas e outros animais, os de pelo duro mais agitados e hiperativos. Porém, ainda não foi comprovada essa teoria.

Típicos comportamentos

O dachshund é um cão de trabalho, ou seja, seu objetivo e seu comportamento serão guiados pela vontade de caçar. Por isso, o desejo de brincar e fazer exercícios é tão recorrente nesse cachorro.

 

É comum cães dessa raça cavarem jardins ou entrarem em lugares bem pequenos e apertados, procurando qualquer objeto. Em casos mais extremos, um dachshund pode trazer algum animal morto para casa, como um passarinho.

 

Os latidos também podem ser encarados como um típico comportamento da raça, já que esses cães costumam usá-los como proteção do ambiente no qual está inserido.

Treinamento e adestramento

Listados na 49ª posição do livro de Stanley Coren, “A Inteligência dos Cães”, os daschunds têm obediência intermediária, o que pode significar um pouco mais de dificuldade na hora de treiná-los.

 

No início do treinamento, nas primeiras 20 repetições, é comum que eles não apresentem quase nenhuma compreensão dos comandos, necessitando de cerca de 40 repetições com respostas positivas para que o treinamento seja bem sucedido. Em mais da metade dos casos, o nível de obediência é respondido logo no começo do treinamento, o que depende da intensidade da prática do adestramento.

Cuidados específicos

Os dachshunds são animais que podem viver em apartamentos sem maiores problemas, porém, é uma necessidade da raça fazer exercícios constantemente, e os donos devem passear diariamente com eles, além de deixar grande quantidade de brinquedos pela casa, principalmente ursos e bichos de pelúcia, para que eles possam morder e brincar de caçar, estimulando esse lado importante para eles.

 

Um dos maiores problemas dos dachshunds é em relação à coluna, por conta do seu corpo alongado e das patas curtas, e, por isso, eles não podem subir, com frequência, em lugares muitos altos e até mesmo em escadas, evitando o esforço das costas. A obesidade também é recorrente nessa raça, outro ponto que pode ajudar a desenvolver problemas na coluna. É necessário visitar o veterinário para manter a alimentação do cão de maneira saudável e verificar, recorrentemente, o estado da sua coluna.

 

A luxação da patela é comum nessa raça, além de problemas como hérnia de disco e bico de papagaio, o que pede visitas constantes ao veterinário, para sempre verificar o estado de saúde do dachshund.

 

Para dachshunds que possuem o pelo maior, a escovação é parte importante do dia a dia, pois evita que o pelo do cachorro embole e forme nós, que, se forem muito grandes, podem machucar na hora de retirá-los. Além disso, é importante fazer a tosa para remover os pelos em excesso e também os mortos.

 

Todas as variações de dachshund costumam soltar pelos, mas o de pelagem dura não solta tanto quanto o de pelagem longa. Ainda assim, mesmo com menos pelos, eles não são cães antialérgicos e podem deixar um cheiro específico de cachorro na casa.

 

A raça costuma ter alguns problemas de pele, como a dermatite, que pode ser controlada com a ajuda do veterinário. Um caso mais grave é a Acantose Nigricans, que torna a coloração da pele do animal bem escura e faz com que não cresça pelo na área atingida, sendo de duas formas: primária e secundária. A primária é a encontrada em dachshunds, pode ser tratada e raramente é genética, caso em que é impossível curá-la, apenas pode-se tratá-la para que ela não evolua.

Curiosidades

O dachshund é muito confundido com o basset hound, porque leigos acham essas raças parecidas e, por isso, o salsichinha também é chamado de basset.

 

Esses cães costumam ser tão ariscos com estranhos que pesquisas indicam que a raça é uma das que mais atacam pessoas desconhecidas, ganhando até do pit bull e do rottweiler. O estudo, realizado pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, apontou, no entanto, que a mordida dos dachshunds não costuma ser tão perigosa, e que muito depende da localidade em que o cão vive e da linhagem do animal.

 

O dachshund ganhou a certificação como raça pura do Kennel Club, clube de registro de genealogias de sangue puro, em 1873.

 

Os dachshunds são conhecidos como símbolo da Alemanha, e, durante a Primeira Guerra Mundial, alguns americanos chamavam a raça de “filhotes da liberdade”. Na Segunda Guerra Mundial, o marechal alemão Erwin Rommel era lembrado como um amante de dachshunds.

Tanta era a conexão com a Alemanha, que, em 1972, o cão Waldi, um dachshund, foi escolhido para ser o primeiro mascote dos Jogos Olímpicos de Verão.

 

No Brasil, a raça se popularizou depois das propagandas da empresa Cofap, de 1989 a 1993, do ramo de suspensões de automóveis. Nelas, era exibido um dachshund em diversas situações do dia a dia, sendo comparado ao produto vendido, por conta da semelhança. O cão aparecia com a família, o que gerava grande emoção nos telespectadores e, também, o que o vez ser adorado pelo público brasileiro. A campanha foi tão bem recebida que chegou a ganhar diversas premiações no festival de Cannes, fazendo o cão ficar conhecido, no país, como “cofapinho”.

A raça é bem popular entre diversas personalidades conhecidas e já pertenceu a pessoas como a Rainha Vitória, da Inglaterra, os atores James Dean, John Wayne e Joan Crawford e o político francês Maurice Couve de Murville.

 

Os dachshunds vivem, em média, 16 anos, mas isso varia de acordo com a vida que o animal leva e que parte das responsabilidades dos donos, que devem oferecer uma alimentação balanceada, evitando o desenvolvimento da obesidade no animal, além de exercícios físicos diários, para que o cachorro não tenha grandes problemas de saúde. É importante, ainda, fazer visitas periódicas ao veterinário.

Foto: Cordey via Flickr – CC BY 2.0

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