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Gato persa

Reconhecido por: GCCF, FIFe, CFA, TICA, TCA

País de Origem: Reino Unido

Data de Origem: 1871

Porte: Grande

Peso: 3,5 a 7kg

Tamanho do Pelo: Longo

Tipo da Pelagem: Macia, Lisa e Fina

Expectativa de Vida: 10 a 15 anos

Cor: Todas as cores sólidas, tartaruga e bicolores em padrão sólido, colorpoint

Características da raça

Residência

Temperamento

Convivência

Cuidados básicos

Doenças comuns

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Mais sobre Gato persa

O persa é considerado um dos gatos mais populares do mundo e, devido às inúmeras experiências genéticas pelas qual passou, hoje sofre com sérios problemas de saúde. Isto, porém, não costuma ser um empecilho para os amantes desta raça tão dócil, calma e carinhosa que costuma encantar por onde passa. Antes restritos à aristocracia francesas, os primeiros persas já eram gatos de pelagem rara, mas estavam longe de possuir um rosto tão achatado quanto os que vemos nos dias de hoje.

Origem

Originário do Oriente Médio (mais precisamente da Pérsia e de parte da Turquia), o gato persa é, provavelmente, um dos que mais sofreram com as experiências genéticas realizadas pelo homem. Os gatos foram levados à Europa no início do século XVII e logo ganharam admiradores por sua pelagem exótica e exuberante, bem como seu crânio de forma um pouco diferenciada. Chamados de angorás por muitos franceses nesta época, eles ganharam um espaço próprio na aristocracia, sendo reconhecidos como uma raça distinta.

 

Os persas chamavam muito a atenção por serem mais peludos do que os outros gatos. Na época, seu rosto achatado não era o comum da raça, que passou por uma enorme evolução neste sentido.

 

Com o passar dos anos, os persas deixaram de ser exclusividade da realeza, porém continuaram próximos ao alto clero da sociedade, sendo restritos àqueles que se destacavam como grandes pensadores e personalidades da época. Com sua disseminação, entretanto, muitos criadores passaram a selecionar animais de aparência mais achatada, com um focinho às vezes quase que imperceptível – algo que hoje acarreta uma série de problemas para a raça.

 

Hoje em dia, o gato persa é muito utilizado não apenas como animal de companhia, mas com toda certeza é também o mais comumente visto em exposições de felinos realizadas globalmente.

Temperamento

Caseiro, calmo e muito tranquilo, o gato persa pode viver perfeitamente tanto em apartamentos quanto em casas, raramente tentando se aventurar na vida fora dela. Pouco puladores, eles dificilmente escalam móveis ou muros, por exemplo. Eles são extremamente dóceis e apegados aos seus donos e tendem a nunca hesitar ao ficar por perto da família, bem como costumam pedir carinho e atenção com muita frequência.

 

O gato persa, em geral, costuma se dar muito bem com outros animais e também com crianças. Um pouco tímidos, eles podem ser reservados com estranhos, porém o ideal é socializar o animal desde filhote e acostumá-lo com as mais variadas situações. É improvável que um gato persa irá se defender ou atacar (até mesmo quando colocado em situação de risco), sendo também comum que eles não saibam como se comportar na rua, por exemplo. Sendo assim, o ideal é sempre mantê-los seguros dentro de casa.

 

Os animais desta raça realmente tendem a ser mais calmos, dorminhocos e sedentários, porém eles jamais negam uma brincadeira com seus donos (mesmo que dure apenas alguns minutos).

Características físicas

Pelo padrão oficial da raça, o gato persa deve possuir um nariz em formato de botão, localizado entre os olhos, porém animais com focinho mais aparente comumente são comercializados e chamados “pet”, ou seja, não servem para exposições, mas sim, exclusivamente, como animais de companhia. Com um focinho maior, estes animais têm menos problemas respiratórios do que os demais.

 

Por padrão, o gato persa deve possuir um pelo fino e extremamente abundante, porém não é muito difícil encontrar animais com pelagem excassa em comprimento e volume. Originalmente branco, atualmente mais de 50 cores diferentes são aceitas no gato persa, que pode apresentar exemplares de coloração sólida, mesclada, tigrada ou colorpoint. Seus olhos também variam de cor frequentemente, sendo o dourado o mais comum.

 

No Brasil, assim como nos Estados Unidos, o persa é uma raça extremamente abrangente, que aceita animais de diferentes olhos e pelagens. Porém vale lembrar que em alguns lugares do mundo, como na Inglaterra, estas variações são consideradas outras raças, não sendo aconselhado pelos clubes destas regiões cruzar animais de colorações distintas.

 

O gato persa deve ter um corpo sólido, mais marcado por sua pelagem densa, que costuma nos dar a impressão de que são muito mais pesados do que realmente são. Pesando em média 5Kg, eles devem ser musculosos e livres de gordura acumulada. Suas patas e rabo curtos lhe conferem uma aparência ainda mais fofa.

Cuidados

A expectativa de vida do persa é alta, porém antes de adquirir um filhote é de suma importância pesquisar a sua procedência, principalmente analisando o histórico de saúde de seus pais.

 

Devido ao enorme número de modificações genéticas realizadas ao longo do tempo na raça, os gatos persa acabaram por adquirir um focinho bastante achatado e um crânio curto, fatores estes que dificultam seu sistema respiratório e podem fazer com que o animal desenvolva uma série de problemas. Às vezes, um animal breeder (que está entre o padrão show e o pet) ou um animal pet (exclusivo para a vida doméstica) pode ser a melhor opção, mesmo que não tenha um rosto tão achatado, pois as chances destes apresentarem problemas no futuro são menores.

 

Os persas possuem, ainda, um canal lacrimal mais curto, o que comumente causa uma lacrimejação excessiva, necessitando de cuidados diários. Seu pelo, também requer escovação todos os dias, assim como tosas periódicas. Quando possuem nós, os animais sentem dor e tendem a ficar mais quietos do que o normal.

 

A preocupação com os rins policísticos (PKD) também é real. No Brasil, especialmente, muitos criadores cruzam animais portadores desta doença genética, vendendo filhotes doentes que poderão apresentar sérios problemas renais principalmente a partir de seus oito anos de idade. É preciso ter certeza de que os laudos de seus pais sejam negativos, uma vez que quando filhote o gato não costuma apresentar sintomas em seus exames.

Curiosidades

Criadores diferenciam os padrões do gato persa basicamente em três tipos: show, breeder e pet. O primeiro, comumente visto em exposições, é também bastante utilizado para a reprodução. Uma vez que possui todas as características de um “persa ideal”, as chances dele gerar descendentes com os mesmos atributos são grandes. Já o padrão breeder, fica entre o animal para exposições e o doméstico, possuindo algumas características da raça, mas não de maneira tão acentuada. Estes, costumam ser usados tanto para a reprodução quanto como animais de estimação.

 

Algumas pessoas dizem que o gato persa é portador da Síndrome de Down, porém esta é uma informação falsa. Além de felinos não possuírem este tipo de síndrome, acredita-se que alguns leigos defendam isso apenas pelo fato da aparência da raça ser diferente das demais.

Foto: A white persian cat por kitty.green66 / CC BY-SA 2.0

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