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Golden Retriever

Grupo da Raça (FCI): Retrievers, Levantadores e Cães D'água

País de Origem: Reino Unido

Data de Origem: 1911

Altura: 53 - 61 cm

Porte: Grande

Peso: 22 a 35 kg

Tamanho do Pelo: Médio

Tipo da Pelagem: Macia, Ondulada e Lisa

Expectativa de Vida: 10 a 12 anos

Cor: dourado ou creme

Características da raça

Residência

Temperamento

Convivência

Cuidados básicos

Doenças comuns

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Mais sobre Golden Retriever

Alegre, ágil e sempre disposto, o golden retriever é uma das raças mais populares de todo o mundo. Com tons variados de dourado (que pode ir do mais claro, como uma espécie de creme, ao mais escuro, como o ouro), ele muitas vezes é confundido com o labrador, mas a principal diferença física entre eles está na pelagem, uma vez que goldens são bem mais peludos do que seus primos também retrievers.

 

A palavra retriever deriva do termo inglês que, de maneira literal, significa algo como “recuperador”/ “aquele que traz alguma coisa”, dando aos cães contidos nesta classificação uma característica específica: a de buscar animais abatidos e entregá-los aos caçadores.

Origem

Acredita-se que alguns cães russos circenses é que tenham dado origem ao golden que hoje conhecemos. Retirados de lá pelos ingleses, foi na Inglaterra que ele se transformou num cão tão popular, adorado por caçadores que por eles eram acompanhados em suas buscas por presas.

 

Diferente do que acontecia com os cães menores de caça, os de grande porte conseguiam andar por um longo período, além de terem uma boca maior, que suportava mais de uma caça ao mesmo tempo sem causar danos a ela.

 

Muitos creditam a “Invenção” da raça ao Lord Tweedmouth, que no século XIX procurava adquirir um cão capaz de adentrar uma mata densa, nadar em rios locais e buscar presas distantes com rapidez. O homem, que vivia na Escócia, começou então a fazer os primeiros testes com a intenção de obter este cachorro tão raro e até o momento nunca registrado. Exemplares mestiços de terra nova e alguns jovens labradores entraram neste “experimento” que acabou gerando uma raça vista por muitos como uma variação do labrador com pelo longo, o que mais tarde foi modificado.

Por que a raça foi criada?

Resultado da mistura entre aproximadamente oito diferentes raças de cães (a maioria utilizada para entretenimento em circos da Rússia), dentre seus ancestrais estão alguns cães d’água, setters irlandeses, labradores e bloodhounds. O motivo de tantas mesclas entre os cães se deu à intenção de chegar a um cachorro de médio a grande porte, que tivesse condições físicas de acompanhar os caçadores em meio a algumas adversidades, mas que fosse gentil com a caça abatida – a fim de não destroçá-la quando a abocanhasse.

 

Assim como acontece com os labradores, apesar dos goldens terem uma mordedura poderosa, eles sabem como, com cuidado, recolher animais delicados como as aves e levá-las intactas para seus proprietários – fator que fez com que por muito tempo a raça fosse uma das favoritas em caçadas.

 

Por volta de 1900, ao chegarem no continente americano, os goldens ganharam espaço por sua habilidade como caçadores, mas também – e principalmente – como cães de companhia e de exposição. Com sua pelagem chamativa cor de ouro, eles logo fizeram sucesso entre os cinófilos, que adoravam ver essa nova espécime nas competições.

 

O tempo passou e com sua obediência exemplar e docilidade, ele ganhou espaço em fazendas, casas e até apartamentos de todo o mundo, sendo até os dias de hoje um dos preferidos dos amantes de cães.

Temperamento

Os goldens são extremamente dóceis e muito passíveis de adestramento, o que possibilita que além de um cão de trabalho, ele possa ser também um excelente animal de companhia, se dando bem com crianças e até com outros animais.

 

Brincalhão por natureza, quando filhote o golden requer alguns cuidados especiais, pois pode destruir móveis e objetos com facilidade quando deixado sozinho por muito tempo. Bastante apegado aos seus donos, ele pode ainda se sentir triste se ficar isolado em um quintal, por exemplo. Acostumado a conviver com seres humanos, eles precisam deste tipo de contato próximo e interação com frequência.

 

Hiperativo em alguns casos, ele está sempre alerta a tudo o que acontece à sua volta, o que algumas vezes faz com que ele se distraia com facilidade e se interesse por outro movimento ou atividade no meio do adestramento. Nestas situações, paciência é o segredo. Quando repreendidos, alguns goldens costumam ficar ressentidos, mas felizmente é comum que esqueçam a mágoa rapidamente.

 

Por serem muito ligados aos seus donos, goldens gostam de agradar e comumente se esforçam para aprender rapidamente e ganharem uma recompensa, seja ela carinho ou uma guloseima.

 

Jogos de bolinha, frisbees ou outros objetos que possam ser arremessados pelo homem e trazidos pelo cão são seu favoritos – algo que certamente se deve aos seus ancestrais que foram especialmente criados para esta função.

Comportamentos típicos

Goldens retrievers têm uma natureza exploradora bastante latente, por isso é comum que eles queiram “fuçar” também dentro de casa – o que faz com que muitos donos busquem adestramento especializado com a intenção de sanar (ou ao menos diminuir) este comportamento que pode até mesmo colocar a vida do cão em risco em alguns casos.

 

Engolir objetos, comer além da conta, se meter em encrenca… essas ocorrências são bastante costumeiras na vida de um golden típico, que está sempre pronto para uma nova aventura, exatamente como faziam nos séculos passados, por isso, é preciso educá-los desde jovens e ensinar, com clareza, o que eles podem ou não fazer. Desta forma, imprevistos podem ser evitados.

 

Apesar de apresentarem um porte imponente, goldens não se dão bem como cães de guarda, pois têm uma tendência muito grande a quererem fazer amizades. Raramente fazem alertas quando vêem algum movimento estranho na residência e seus latidos são bem mais comuns nas horas de recreação.

 

Nas últimas décadas, ao perceber que a raça se saía bem em atividades terapêuticas, muitos foram introduzidos na prática de “pet terapia” realizada em clínicas, hospitais e outras entidades que cuidam de adultos e crianças com doenças como câncer, depressão, autismo e problemas de locomoção.

 

Amplamente utilizados também como cães guia, eles ocupam lugares respeitados entre os adestradores de animais que auxiliam indivíduos com algum tipo de deficiência, como visual, auditiva ou física.

Treinamento e adestramento

Estando em 4o lugar na lista apresentada pelo livro “A Inteligência dos Cães”, de Stanley Coren, ele se enquadra no time de cachorros que mais têm facilidade nos quesitos inteligência e trabalho, chamando a atenção de muitos na hora da escolha da raça. É comum que em poucas repetições (aproximadamente entre quatro e cinco), os animais com esse nível intelectual já aprendam o que deve ser feito, além de não precisarem de uma manutenção muito frequente para que não se esqueçam do que foi passado.

 

Comandos como “fica”, “deita” e “senta” chegam a ser básicos demais para cães de tamanha inteligência, destacando-se por obedecerem até mesmo quando seus donos ou adestradores estão a uma certa distância deles.

Cuidados específicos

Por ser um cão ativo e de grande porte, o golden requer exercícios diários e apesar de se adaptar à vida em apartamento e casas sem quintal, ele deverá fazer longas caminhadas diárias ou outros tipos de atividades com certa frequência, como natação e agility.

 

Passeios no parque ou no campo devem ser realizados com certa periodicidade, já que cães deste tipo estão acostumados a viver em meio a natureza, realizando atividades em matas e nadando em lagos e rios. Assim como os labradores, goldens adoram nadar e também é preciso ter cuidado com piscinas sem grade. Como estamos falando de um cachorro muito enérgico e curioso, não é surpreendente que ele simplesmente se jogue na água sem saber como sair depois.

 

Por serem extremamente inteligentes, os goldens não precisam somente de exercícios físicos, mas também de exercícios mentais. Jogos de farejar e “adivinhação” estimulam os animais a pensarem antes de agir, fazendo com que seja tirado um melhor proveito de suas habilidades intelectuais.

 

Apesar de possuir um pelo mais longo, não é comum que este cão sofra com os nós. Sua pelagem, desenvolvida para enfrentar matas abundantes, lama e água, acabou ficando menos lisa e mais resistente, sendo ideal escová-lo de uma a duas vezes na semana apenas para a retirada dos pelos mortos.

 

Quando devidamente escovados, seus banhos também podem ser mais espaçados. Há quem defenda que uma vez ao mês já seja o suficiente (desde que, obviamente, o animal não apronte nenhuma peripécia no meio do caminho). Vale dizer que, não muito comum, alguns cães que possuem uma pelagem maior requerem tosa a cada três a seis meses para manutenção.

 

Ao escolher um filhote de golden, é preciso tomar alguns cuidados. Pesquisar sobre a linhagem do cão e problemas de saúde apresentados por seus progenitores é fundamental. Algumas das enfermidades mais comuns entre os cães desta raça são: doenças cardíacas, displasia de cotovelo, displasia coxofemoral (displasia dos quadris) e catarata (com o avanço da idade). Goldens têm uma tendência particular a apresentar quadros alérgicos e alguns problemas de pele – o que pode ser facilmente controlado e orientado pelos médicos veterinários.

 

Por terem um pelo bastante denso, os goldens não apresentam uma boa tolerância a temperaturas muito altas, necessitando de um local bem arejado em estações como o verão brasileiro.

Curiosidades

Apesar de seu pelo poder variar entre os tons dourados, pelagens mais avermelhadas não são bem aceitas por criadores da raça. Diferente do labrador, que possui três cores (chocolate, preto e caramelo), nenhum tom que saia do ouro é aceito para o golden.

 

Até o ano de 1920, o golden retriver era conhecido mundialmente pelo nome de golden flat-coat, fazendo referência ao seu pelo que lembra algo como um casaco cobrindo seu dorso. Atualmente, eles ainda possuem outras denominações como retriever dourado, retriever russo e retriever amarelo.


No filme “Um Amigo Inesperado” (originalmente intitulado “After Thomas”), um golden retriver muda a vida de um garoto autista quando seus pais, aconselhados por profissionais, adotam o animal. A história verídica fala sobre a convivência do cão com o menino e mostra como, com sua paciência e amorosidade, o cachorro pôde transformar a dinâmica daquela família, fazendo até mesmo com que o garoto ingressasse na universidade e passasse a ter uma rotina normal.

 

Foto: Fernanda Cerioni via Flickr/ CC BY 2.0

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