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Pitbull Americano

Grupo da Raça (FCI): Raça não reconhecida pela FCI

País de Origem: Estados Unidos

Data de Origem: 1898

Altura: 43 - 49 cm

Porte: Grande

Peso: 13 a 39 kg

Tamanho do Pelo: Curto

Tipo da Pelagem: Dura, Lisa e Grossa

Expectativa de Vida: 12 a 16 anos

Cor: Todas as cores

Características da raça

Residência

Temperamento

Convivência

Cuidados básicos

Doenças comuns

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Mais sobre Pitbull Americano

O pitbull, também chamado american pitbull terrier, caracteriza-se por ser um cão extremamente forte, musculoso e que sofre com o preconceito de muitas pessoas desinformadas quanto ao temperamento e comportamento típicos da raça.

 

Apesar de sua formação parruda/ atarracada, o pit bull é muito ágil, com alta capacidade de impulso, destacando-se em atividades que exijam forma física e rapidez nos movimentos, algo não muito comum para cães com este tipo de porte físico. Atualmente muito utilizado como cão de guarda em vários países, sua função inicial não era esta.

Origem

Como seu próprio nome já diz, o pitbull terrier americano foi originado nos Estados Unidos, em meados do século XVII, a partir da mistura entre cães de origem bull (que lutavam com os touros), como buldogues, e animais da família dos terriers (mais voltados para caçadas e abate).

 

No início, o pitbull era utilizado para uma série de trabalhos em fazendas, especialmente como pastores de animais grandes, como gados, cavalos e porcos. Este trabalho, porém, foi deixado um pouco de lado quando alguns de seus donos perceberam sua incrível capacidade de lutar.

Por que a raça foi criada?

A raça foi criada com o principal intuito de conseguirem exemplares extremamente fortes e resistentes, quase invencíveis, que pudessem enfrentar as mais variadas situações e trabalhar em diferente lugares. A princípio utilizado principalmente nas fazendas norte-americanas, o pitbull acabou saindo totalmente do seu planejamento original, sendo amplamente difundido como um cão de luta.

A partir deste momento, rinhas de pitbulls foram criadas e as competições, que valiam muito dinheiro, acabaram virando febre em alguns lugares dos EUA. Os cães, que não eram socializados propositalmente, brigavam muitas vezes até a morte – o que fez também que estes cachorros acabassem se tornando bem mais resistentes em diversos aspectos físicos e psicológicos.

 

Infelizmente, as atividades ilegais envolvendo pitbulls acabaram resultando no banimento da raça em alguns Estados americanos, o que talvez possa ter agravado o problema – já que muitos criadores passaram a comercializá-los clandestinamente e a criá-los em condições precárias (uma vez que sequer podiam sair de casa correndo o risco de serem descobertos e levados pelas autoridades locais).

Temperamento

Pitbulls comumente chamam a atenção pela sua versatilidade, se adaptando a tarefas realmente muito variadas, que vão desde as típicas de cão de trabalho (como pastoreio, caça e tração), passando pela função de cão policial e de cão de guarda e, em alguns casos, sendo considerado um cão da família, convivendo perfeitamente com todos.

 

De modo geral, o pitbull tende a ser um cachorro muito leal, que realmente preza pela integridade daqueles que ama, estando disposto até mesmo a sacrificar sua própria vida caso seja necessário. Com alta tolerância à dor, ele pode enfrentar animais bem maiores e mais poderosos com a intenção de proteger os membros de sua família.

 

Grande e muitas vezes desengonçado nas horas da diversão, o pitbull é um cão bastante brincalhão que gosta de correr, brincar com bolas, pneus e outros objetos, além de realizar atividades como natação, seja em piscinas ou em lagos e rios.

 

A principal questão sobre o temperamento da raça não é se o pitbull será um bom cão para determinado ser humano, mas sim se o indivíduo será um bom dono para o pitbull.

 

Comportamentos típicos

 

Potente e extremamente musculoso, o pitbull muitas vezes pode não ter a ideia real de seu tamanho, algo que costuma ficar evidente quando ele decide “fazer festa” para seus donos ou aqueles que gosta. Não é nada surpreendente que o cão acabe, sem querer, machucando as pessoas de vez em quando com seus pulos e corridas em momentos de euforia.

 

Os cães dessa raça são muito amáveis e fiéis aos seus donos quando devidamente adestrados. Territorialistas por natureza, este tipo de comportamento deve ser direcionado ainda quando o cão for pequeno a fim de evitar problemas com pessoas e outros animais no futuro.

 

Devido à sua origem e as atividades de alguns de seus ancestrais, o pitbull pode apresentar características de agressividade, porém quando este tipo de comportamento é desestimulado e repreendido em sua fase de filhote, a tendência é que ele jamais cause problemas desta natureza.

 

Exímio cão de guarda, ele promove este tipo de função com excelência e muita coragem. Alerta e atento, o pitbull não tende a ficar latindo o tempo todo e muito menos sem motivos. Normalmente, ele sabe perceber quando há algo estranho no ambiente ou algum tipo de ameaça aos seus donos ou casa.

Treinamento e adestramento

O pitbull terrier americano não figura no livro “A Inteligência dos Cães”, assinado por Stanley Coren e tomado como referência de muitos cinófilos para classificar as capacidades de treinamento e adestramento em um cão. Apesar disto, a maioria dos que trabalham com este tipo de raça defende ferozmente que sua inteligência é bastante grande e sua resposta ao que é pedido costuma ser rápida e satisfatória.

 

O pitbull, que já exerceu várias funções, consegue assimilar rapidamente, não sendo necessárias muitas repetições para a execução das tarefas apresentadas por seus donos ou adestradores. Uma vantagem do pit bull é que ele pode passar por vários tipos de treinamento, como para guarda, resgate, obediência etc.

Cuidados específicos

O pitbull é um cão de ossatura e musculatura poderosas, precisando de atividades físicas intensas e diárias a fim de manter sua saúde e descarregar suas energias. Vale lembrar que energia acumulada gera animais estressados, o que pode não ser uma boa ideia para quem tem um cão deste porte.

 

Todos os cães devem ser socializados e acostumados com outros cachorros e animais de diferentes espécies, bem como com indivíduos de diversas idades, desde crianças a idosos. Ao se acostumar com pessoas quando filhote, o cão certamente não surpreenderá seu donos com problemas de comportamento.

 

O pitbull é um cão que requer muita atenção, principalmente quanto à sua energia. Não adianta deixar um animal desta raça solto em um quintal, sem fornecer a ele exercícios mentais e físicos, ou seja, alguém que não tem tempo e nunca fica em casa não é o dono ideal para um pitbull terrier americano.

 

Uma pessoa de personalidade fraca e sem pulso firme certamente também não é o proprietário dos sonhos de um pit bull. O cão, que tem um instinto dominante e territorialista forte, deve reconhecer o “comandante” de família, comumente o seguindo e obedecendo de maneira exemplar. Em resumo, o pitbull precisa de um líder e tratá-lo com hostilidade ou agressividade nunca acaba bem.

 

Ao ir escolher um filhote de pitbull americano procure conhecer seus pais a fim de identificar algumas características genéticas importantes, tanto nas questões que envolvem temperamento e comportamento, quanto nas que dizem respeito às enfermidades.

 

Suscetíveis à displasia coxofemoral (displasia do quadril), eles podem sofrer com dor e consequente irritabilidade. A ocorrência de catarata com o avanço da idade, alguns tipos de alergia e doenças cardíacas também costumam ser frequentes nos exemplares da raça. Pesquise!

 

É importante ressaltar que ainda nos dias de hoje e também no Brasil, criadores sem idoneidade reproduzem os animais sem nenhum tipo de planejamento, os criando sem estrutura básica, e muitas vezes o destinando para as atividades ilegais citadas no início do texto, gerando filhotes agressivos e despreparados para o convívio em sociedade – algo totalmente destoante do esperado.

 

Seu pelo não requer muitos cuidados, precisando ser realizada uma escovação semanal e um banho mensal para manutenção.

Curiosidades

Diferente do que acontece com muitas outras raças, todas as cores de pitull são aceitas pela maioria dos cinófilos do mundo. Suas tonalidades podem variar desde o branco até o preto, passando pelo azul, cinza, dourado, marrom, tigrados e mesclados com até três cores.

 

O american staffordshire terrier é muito confundido com o pitbull. Bastante semelhantes, fisicamente eles se distinguem basicamente apenas pela altura, algo pouco considerado por alguns criadores. Entre os cinófilos e clubes especializados, há muitas controvérsias, pois alguns os consideram uma só raça, existindo cães que possuem documentos duplos, como sendo de ambas.

 

Em algumas regiões de nosso país, os pitbull terriers só devem sair de suas casas usando guia curta, enforcador e focinheira. O descumprimento desta lei resulta em multa e sua reincidência dobra o valor estipulado. Outra lei que envolve cães da raça é a que proíbe a amputação/corte de suas orelhas por questões estéticas – prática vista como mutilação. Em alguns estados brasileiros, também é proibido andar com pit bulls em locais públicos antes das 23h.

 

Existem muitas teorias e especulações quanto ao poder da mordida do pitbull. Alguns dizem que este cão tem uma capacidade única de “travar” sua mandíbula e outros defendem que ela pode chegar a uma potência de duas toneladas. A verdade é que este é um cão muito forte e quer seja brincando, quer seja durante uma luta, seus dentes podem realmente machucar. Novamente: educar o animal é primordial, assim como ensinar a ele o que é certo ou errado no convívio com seres humanos e/ ou outras espécies.

Foto: Hugo Quintero;

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