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Poodle

Grupo da Raça (FCI): Cães de Companhia

País de Origem: França

Altura: 24 - 60 cm

Porte: Miniatura, Pequeno, Médio e Grande

Peso: 20 a 32 kg

Tamanho do Pelo: Médio

Tipo da Pelagem: Macia, Ondulada e Fina

Expectativa de Vida: 12 a 15 anos

Cor: Branco, preto, cinza, marrom, creme, dentre outras.

Características da raça

Residência

Temperamento

Convivência

Cuidados básicos

Doenças comuns

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Mais sobre Poodle

Muito conhecido em todo o mundo, o poodle possui diferentes tamanhos, variando entre o toy, o miniatura (mini poodle), o standard (médio) e o poodle gigante, que possui características particulares bastante diferentes dos demais. Apenas estas quatro variações são aceitas pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), sendo qualquer mescla entre elas não considerada uma raça.

 

Criado inicialmente como um cão de caça, alguns exemplares da raça sofreram muito com a manipulação do homem, que na ânsia de vender filhotes, acabou acasalando animais com problemas de saúde e comportamento, resultando em consequências ruins e até na decadência da raça em algumas regiões.

Origem

Há séculos no convívio humano, muitos atribuem a origem da raça à França, porém alguns cinófilos defendem que ela tenha sido na verdade originada na Alemanha, onde é conhecido como “pudel”, uma variação do termo “pudelin” que em tradução literal significa algo como “se jogar na água”, o que este cão fazia com extrema facilidade séculos atrás.

 

Independentemente de onde tenham surgido seus primeiros exemplares, é inegável afirmar que sua popularidade e consequente disseminação da raça se deu em territórios franceses. Frequentadores do palácio de Luis XIV e Reis subsequentes a ele, os poodles passaram a ser considerados cães nobres, se sobressaindo entre os membros da alta sociedade.

 

Ao longo dos séculos, esses cães foram, ainda, muito difundidos em circos, onde estão presentes até a atualidade em regiões que permitem a utilização de animais para entretenimento circense, mas nunca deixaram seu lado aristocrático para trás, sendo algumas vezes relacionados à rotina de madames como seus fiéis companheiros.

Por que a raça foi criada?

Poodles foram desenvolvidos para auxiliarem o homem durante longas caçadas, principalmente em regiões em que haviam lagos. Basicamente, a ideia era utilizar o cão para que ele buscasse aves abatidas (patos, principalmente) que caíssem dentro d’água. Na época, os cachorros eram maiores (parecidos com os padrões standard e gigante) e com um pelo mais denso do que os mais populares nos dias de hoje.

 

Com o passar do tempo e com a diminuição das atividades de caça, os poodles foram ganhando versões menores, usadas com frequência como cães de companhia e também amplamente introduzidas em circos de todo o mundo devido à sua obediência exemplar e facilidade em fazer truques (mesmo que mais complexos).

Temperamento

O temperamento do poodle é algo muito variável, pois com a sua popularidade, uma série de acasalamentos imprudentes e sem nenhum tipo de seleção foram feitos, resultando em consequências ruins para alguns exemplares que acabam destoando do comportamento típico esperado.

 

Extremamente inteligente, o poodle gosta de realizar atividades diversas, sejam elas físicas ou mentais. Poodles, em geral, amam aprender ao mesmo tempo em que gostam de agradar seus donos, o que acaba sendo uma combinação perfeita. Interagir com os animais desta raça é fundamental, pois é a melhor maneira de aproveitar suas qualidades e “moldar” sua personalidade.

 

Brincalhões e carinhosos, mesmo os poodles pequenos costumam ser ativos e vivazes, precisando de exercícios diários que vão variar apenas de acordo com o tamanho e idade do animal.

 

É comum que eles sejam sentimentais e sintam falta do contato humano quando deixados sozinhos por um longo período de tempo. Sensíveis, alguns se magoam com facilidade e costumam eleger um ou mais membros da casa como seus preferidos.

Comportamentos típicos

Por natureza, o poodle é um animal dócil, que convive bem com crianças, outros cachorros e outros animais, mas isso pode destoar em alguns exemplares de genética duvidosa, fazendo com que eles sejam ciumentos, possessivos e às vezes até mesmo agressivos com aqueles que conhece.

 

Latidos excessivos não faziam parte da rotina dos ancestrais do poodle, porém essa característica acabou sendo comum à raça com o passar dos anos, algo que pode vir a ser um problema para quem mora em apartamento, por exemplo.

 

Vale lembrar que cães de inteligência elevada não aprendem apenas o que é bom. Sem saber distinguir o certo do errado, eles também possuem uma tendência a imitar outros animais da casa, por exemplo.

 

Poodles adoram correr, brincar, nadar e até caçar (mesmo que seja um brinquedo ou um animal menor). Bom com crianças, ele às vezes é reservado com quem não conhece, podendo tentar defender seus donos quando sente algum clima de ameaça no ambiente.

Treinamento e adestramento

De acordo com o livro “A Inteligência dos Cães”, de Stanley Coren, o poodle é o segundo cão mais inteligente de todo o Planeta, estando apenas atrás do border collie. Segundo os estudos realizados pelo especialista, cachorros que ocupam esta posição conseguem assimilar comandos e truques logo nas primeiras repetições, se lembrando deles mais tarde, mesmo que não seja feita uma “manutenção” periódica do que foi ensinado.

 

Destacando-se tanto em inteligência mental quanto na execução de trabalhos, o poodle costuma obedecer seu dono ou adestrador prontamente mesmo quando estes se encontram a uma certa distância do animal.

Cuidados específicos

Assim como aconteceu com a sua personalidade, resultados de cruzas impensadas, alguns poodles sofrem de problemas físicos genéticos que não são levados em conta por alguns criadores, o que faz com que a pessoa que decida ter um exemplar desta raça tenha um certo trabalho antes de escolher o filhote ideal para levar pra sua casa.

 

Muito inteligente, o poodle é passível de adestramento – conseguindo ótimos resultados em pouco tempo. Latidos (bastante comum em cães mini e toy) e outros comportamentos indesejados devem ser corrigidos logo na vida do filhote, antes que acabe sendo um problema para toda a família.

 

Todo cuidado é pouco ao adquirir um poodle no Brasil, pois existem muitos criadores que vendem os animais como puros, mas na verdade são mestiços de maltês ou da cruza dos diferentes tamanhos da raça, algo que comumente acaba em desapontamento por parte do adotante/ comprador. Neste caso, o ideal é visitar o canil de onde vem o animal e conhecer seus pais para ter uma ideia de qual será o tamanho do filhote quando adulto e como ele irá se comportar.

 

Como citado anteriormente, não são apenas problemas de personalidade que os poodles da atualidade podem sofrer. Enfermidades como a epilepsia, luxação de patela (problema de deslocamento no joelho), atrofia da retina (motivo de cegueira em muitos cães) e acúmulo de placa/ tártaro nos dentes podem ser comuns.

 

Nos cães de porte maior, como os standards, também pode haver a ocorrência de displasia coxofemoral (displasia dos quadris), uma má formação entre o osso do quadril e o fêmur que causa dor e irritabilidade. Suas orelhas caídas e abafadas também podem ser um problema – já que criam um ambiente quente, úmido e propício para o aparecimento de otites.

 

É bastante provável que o poodle seja a raça com maior tipo de “cortes” possíveis de pelo. Sua tosa varia muito, indo desde as mais fartas, normalmente realizadas com tesoura, até as mais marcadas e exóticas, como a “tosa leão” que deixa partes quase que totalmente sem pelos, feitas na máquina, e outras cuidadosamente arredondadas com a tesoura.

 

Seu pelo cresce rápido, precisando de tosa periódica (mensal ou bimestral) e escovação com intervalos de um dia. Poodles não costumam perder muito pelo, algo bom para a vida dentro de casa, mas podem sofrer com os nós quando estiverem muito peludos. Independentemente de seu tamanho, cães desta raça não devem viver em quintais, pois não toleram bem as variações climáticas.

Curiosidades

Na década de 80, os poodles eram maioria entre os cães nos Estados Unidos, porém este número infelizmente diminuiu ao longo das décadas devido ao grande número de problemas de saúde e comportamento que alguns cachorros apresentavam – gerando, ainda, altos índices de abandono. No Brasil, isto também não foi diferente, visto que criadores desinformados ou até mesmo mal intencionados não faziam uma seleção genética de seus padreadores com a intenção de melhorar e acentuar as qualidades da raça.

 

Poodles com mais de uma cor ou manchados não são aceitos pelos clubes oficiais. Pelos padrões mais difundidos no mundo, sua pelagem deve ser de cor única e sólida, podendo aparecer em tons branco, champagne, cinza, marrom ou preto. Especialistas não aconselham cruzar poodles de cores diferentes, pois essa prática pode gerar filhotes fora do modelo ideal.

 

Quanto ao tamanho dos animais, diferente do que acontece por aqui, o Kennel Club americano aceita apenas três tamanhos de poodle, sendo eles: poodle standard (gigante), poodle miniatura (mini poodle) e poodle toy.

 

Mais de 50 tipos de tosa podem ser feitas em cães da raça poodle. Essa “evolução de cortes” se deu, na verdade, primeiramente pela necessidade de oferecer ao cão um maior bem-estar durante as atividades de caça e natação, comuns aos seus primeiros exemplares. Isto, porém, acabou ganhando um novo significado no mundo contemporâneo, sendo mais uma questão de status, estética e estilo.

 

Um poodle foi o vencedor do prêmio “Palma Canina” no ano de 2013 por sua interpretação no filme “Minha Vida com Liberace” (Behind de Candelabra), estrelado por Michael Douglas. O cão branco portador de catarata foi homenageado durante o Festival de Cannes. Na trama, o animal é chamado de “Baby Boy”.

 

O poodle é o cachorro-símbolo da França. Por lá, ele é chamado “caniche”.

Foto principal: http://bit.ly/1tp6wBS

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