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Schnauzer Miniatura

Grupo da Raça (FCI): Pinscher e Schnauzer

País de Origem: Alemanha

Data de Origem: 1850

Altura: 30 - 35 cm

Porte: Pequeno

Peso: 4 - 8 kg

Tamanho do Pelo: Médio

Tipo da Pelagem: Dura, Ondulada e Grossa

Expectativa de Vida: 12 - 15 anos

Cor: preto, preto com prata, branco

Características da raça

Residência

Temperamento

Convivência

Cuidados básicos

Doenças comuns

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Mais sobre Schnauzer Miniatura

Com corpo quadrado e um grande bigode, o schnauzer é um cão protetor e ciumento com a sua família. A raça é conhecida por sua inteligência e é encontrada em três variações, com tamanho e comportamento diferentes:  miniatura, standard e gigante.

 

Um schnauzer pode pesar até 47 quilos, na versão gigante, com cerca de 60 centímetros. Já as versões menores têm 35 centímetros e 8 quilos (miniatura) e e 45 centímetros e 15 quilos (standard).

Origem

O schnauzer vem da Alemanha e seu nome significa “focinho” em alemão. Vindo da região de Baden-Wüttemberg, seu nascimento é ainda um mistério para os historiadores. A única informação certa é que eles possuem conexão com raças já extintas da Idade Média, como o biberhound.

 

O schnauzer era considerado da mesma raça que o pinscher e, antigamente, seu nome era “pinscher de pelo duro”; ele era encarado apenas como uma variação do pinscher. Hoje em dia, no entanto, as raças são formalmente distintas.

 

Usados no sul da Alemanha, na inauguração do “Pinscher Schnauzer Klubs, em 1895, a raça de pelo duro foi oficialmente apresentada ao público, um cão de porte médio, quadrado e forte, com pelo duro, barba, bigode e sobrancelhas.

Por que a raça foi criada?

O schnauzer foi criado, originalmente, para caçar ratos em celeiros, e cumpria esse papel sempre com êxito. Depois, seu uso passou a ser acompanhar as carruagens em viagens pela Europa. Seu papel era ficar ao lado dos cavalos e observar o caminho, para o caso de achar alguma coisa estranha, quando começava a latir sem parar. Essas qualidades o fizeram ser um ótimo cão de companhia, ao mesmo tempo em servia como guarda e defensor pessoal de seus donos.

 

Por seus diferentes tamanhos, a raça desempenhou papéis distintos. O schanauzer gigante era usado como cão de guarda nos campos, além de defender carruagens de ladrões, quanto então, ganhou o apelido de “schnauzer urso russo”. No ano de 1925, a versão foi aceita como cão dos policiais, na Alemanha.

 

O tamanho standard, a versão original da raça, também acompanhava as carruagens e era bem popular em Munique, se dando bem com os cavalos e não causando problemas. O miniatura foi criado em 1880 e servia como cão de companhia, mas ainda guardava seu instinto rateiro e era um ótimo caçador de ratos.

Temperamento

O schnauzer adora ficar perto do dono e, por isso, costuma ser muito ciumento quando pessoas desconhecidas se aproximam. No entanto, quando tem afinidade com alguém, esse cachorro costuma ser obediente, prestativo e carinhoso, o tempo todo. Como possuem o instinto de cães de guarda, os schnauzers tendem a proteger o ambiente onde vivem com empenho, o que os fazem latir muito com determinados barulhos e com a aproximação de estranhos.

 

Com as crianças, seu temperamento é tranquilo, desde que sejam acostumados com elas desde filhotes. Algumas brincadeiras podem representar uma ameaça para o schnauzer, o que, inevitavelmente, pode causar um ataque de defesa, por isso, pais devem supervisionar a relação entre o cachorro e seus filhos.

 

Com outros animais, o schnauzer costuma apresentar algumas barreiras de relacionamento, exatamente por ser ciumento com o dono e achar que a presença de outro animal ofereça perigo a sua integridade e a do dono. Aqui, assim como no caso das crianças, o contato desde filhote é necessário para que o animal se habitue com a presença de outros animais perto dele e, principalmente, do dono.

 

O temperamento do cachorro pode mudar conforme sua versão, ou seja, conforme os tamanhos, ele costuma ter posturas diferentes diante de diversas situações.

Típicos comportamentos

Guiados pela função de cão de guarda, grande parte dos comportamentos do schnauzer serão guiados por seu instinto de proteção. Por isso, o ciúme do dono é tão recorrente nessa raça.

 

Não é incomum um schnauzer ficar tão conectado ao dono que não deixa qualquer outra pessoa encostar nele. Isso acontece, até, com pessoas que convivem na mesma casa, já que pode ocorrer do cão ficar mais ligado a apenas um dono. Com paciência e técnicas de adestramento, além da presença de um profissional, é possível reverter essa situação e deixar o cachorro mais tranquilo com a presença de pessoas além do seu dono.

 

Proteger seu ambiente também faz com que schnauzer lata muito, outro comportamento típico da raça. Ao pressentir uma situação de perigo, e como forma de alertar o dono e espantar o que é ruim, o schnauzer pode latir muito, o que, algumas vezes, também precisa da interferência de um adestrador, porque pode incomodar os vizinhos.

Treinamento e adestramento

Das 79 raças analisadas pelo livro “A Inteligência dos Cães”, de Stanley Coren, o schnauzer se encontra na 12ª posição, o que o faz aprender comandos e lições rapidamente. Com 15 repetições de um comando, eles já aprendem o que devem fazer e tendem a não esquecer mais. Em mais da metade dos casos, logo no primeiro comando eles já fazem o que é pedido. Para exercícios mais difíceis, a demora é maior e exige mais paciência dos donos, mas se houver uma prática constante, o schnauzer logo aprende.

 

Por sua agilidade e rapidez, além da inteligência, o schnauzer é muito utilizado no agility, e costuma participar de competições.

Cuidados específicos

Os schnauzer precisam de maior atenção com o pelo, que, por ser abundante, necessita de uma frequência nas tosas, além de ser penteado constantemente. É preciso ficar atento à estação do ano, pois, no frio, o ideal é deixar a pelagem um pouco maior, e, em dias mais quentes, o pelo pode ficar mais baixo.

 

De forma geral, os schnauzers são cães bem saudáveis, que não apresentam muitos problemas de saúde, mas alguns deles são mais comuns à raça, dependendo da sua variação. Por exemplo, os minaturas tendem a ter problemas no trato urinário; já os grandes desenvolvem, com maior facilidade, a displaxia coxo-femural, por conta do seu tamanho. O standard, por ser uma versão original, não tem doenças tão específicas.

 

Com tendência leve para o hipotireoidismo, que acontece quando a glândula tireoide não produz hormônio em quantidade suficiente para o corpo, o schnauzer precisa de total atenção com a alimentação e com a prática de exercícios físicos, que precisam ser constantes. Além disso, pode acontecer de o cão ter diabetes, o que pede, ainda mais, controle do que o animal e come e foco em sua movimentação diária.

 

Por ser um cão ciumento, é importante que o dono procure focar esse sentimento do cão em outras atividades, como exercícios físicos e até mesmo a prática do agility. Dessa maneira, o schnauzer tende a dormir melhor e se relacionar mais pacificamente com outras pessoas, gastando suas energias em algo que lhe agrade.

Curiosidades

O schnauzer já foi representado em diversas obras, como a “Madonna mit den vielen Tieren”, de Albrecht Dürer, no ano de 1492, na qual ele aparece como um cão de companhia. Em fotos históricas, é possível ver a princesa Elizabeth da Baviera, em 1850, com um schnauzer gigante, ou seu “Munich Schnauzer”.

 

Na sua versão gigante, o schnauzer era usado como cão de guarda, na Primeira Guerra Mundial, descrito como um cachorro que cumpria muito bem suas funções. Em competições, a pelagem desses cães maiores é muito importante e avaliada como critério primordial pelo juízes; ela precisa ter uma textura de arame.

 

Na Federação Cinólogica Internacional, instituição que expede pedigrees para as raças, o schnauzer se encontra na seção 2, do grupo 2, qualificado como Cães do tipo Pinscher e Schnauzer, Molossóides e Cães de Montanha e Boieiros Suiços.

 

O schnauzer miniatura foi reconhecido como raça independente apenas em  1985, e especialistas da área acreditam que ele tenham vindo do cruzamento entre o schnauzer standard e o affenpinscher.

 

O schnauzer é uma raça muito popular no Brasil, e, por isso, alguns famosos se encantaram pelo cão e costumam aparecer com seus animais em redes sociais ou revistas. Ana Hickmann, Carolina Dieckman e Mauricio de Souza são alguns famosos que possuem schnauzers.

 

O schnauzer é lembrado, em toda a sua história, como um cão de fácil adaptação com o local onde vive. Na realidade, a raça costuma ter as características do ambiente onde está inserida; se for um ambiente calmo, ela será calma, se for um ambiente movimentado, o cão pode ser mais agitado. Por conta desse perfil, ele é tão escolhido para competições e também fazia parte da proteção de navios e carroças.

 

O espírito rateiro do schnauzer é despertado ainda quando o cão é pequeno. Quando filhote, não é incomum um schnauzer trazer uma barata morta para a casa ou ficar correndo atrás de coisas que se movimentam, como borboletas e moscas.

 

É comum criadores cortatem rabos e orelhas dos schnauzers ainda quando estes são filhotes, na primeira semana de vida, para rabos, e até 3 meses, para as orelhas. O novo padrão do clube alemão responsável pelos schnauzers proíbe o corte dessas áreas, no entanto, em países onde não há essa proibição, como no Brasil, elas podem ser feitas.

Foto: Melissa Hincha-Ownby

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